Arthur
Dois dias depois…
— Quatro doses, por favor! — Bruno grita para o barman atrás do balcão.
— Você não me parece nada bem. — Bernardo comenta como quem não quer nada, se sentando no banco alto, do meu lado.
Quatro copos se arrastam pelo balcão de madeira envernizada. Pego um deles e entorno de uma vez, fazendo um gesto para o garçom enchê-lo novamente.
— É o teu velho? — Bruno inquire.
Sim, eles sabem sobre a minha história com o meu pai. O garoto riquinho, oprimido pelo próprio pai, porqu