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AVISO IMPORTANTE:
Querido leitor, o livro A VIDA DUPLA DO CEO faz parte de uma série de 4 livros chamada Além das Aparências escrita por mim - autora Nalva martis e pela autora Milla Almeida, que também tem um perfil aqui na plataforma. Portanto, colocarei 2 livros dessa série aqui, neste mesmo e-book. Os outros 2 livros vocês encontrarão no perfil da autora Milla Almeida. Então se você ainda não segue a autora, corre lá, siga e fique por dentro das novidades.
***
— Essa com certeza foi a melhor despedida de solteira do mundo! — falo entre risos para as minhas amigas. — E vocês são as melhores. Sabem disso, não é? — As abraço e elas me abraçam de volta.
— Uma pena que a Rute não poder vir. — Laís lamenta.
— Verdade — concordo com um lamento. — Tadinha, ela não estava se sentindo bem. Acho que vou passar em casa, tomar um banho rápido e vou visitá-la. A final, ela é a minha madrinha de casamento, não é?
— É uma boa ideia. Vamos visitar a nossa amiga.
Sorrio.
Acredito que sou uma pessoa de muita sorte. Afinal, ter amigas como a Rute, Laís e a Olga é algo difícil de encontrar hoje em dia. Elas são o meu alicerce desde o colegial. E claro que elas terão uma participação muito especial no meu dia tão especial. Ah sim, eu vou me casar em poucos dias e devo esse encontro de almas a elas, pois me incentivaram a dançar com o homem que se tornará meu marido em uma danceteria.
Agora me digam se não sou uma garota de muita sorte?
— Nossa, estou ansiosa por um banho. — Laís resmunga quando levo a chave a fechadura e após ouvir o clique, a porta se abre. Olga se deixa cair no sofá e esse gesto a faz quicar um pouco sobre o estofado.
— Você pode ir tomar um banho no quarto de hóspedes.
— Uau, Pedro é mesmo um homem de muito bom gosto. — Laís comenta, observando os ricos detalhes da decoração de um apartamento em uma cobertura que parece mais uma mansão de tão grande que é.
— Não é à toa que ele é um arquiteto e decorador com fama internacional.
— Olha, eu sinto inveja de você, amiga. Sério. Mas, é uma inveja branca, tá? Caramba, você conseguiu um homem gostoso, lindo e muito talentoso. E ainda, com uma carreira promissora.
— Hum, o Benício não está muito longe disso — ralho para Laís.
— Ele é um advogadinho. Está no começo da carreira, mas eu sei que o meu Pimpão vai longe.
— Pimpão? — Seguro uma boa risada. Contudo, um barulho estranho no quarto principal me faz parar e prestar atenção. — O que foi isso?
— Isso o que?
— Você não ouviu?
— Eu não ouvi nada.
Respiro fundo.
— Ok, deve ser coisa da minha cabeça embriagada. Eu vou levar minha mala para o quarto e tomar um banho. Depois, podemos ir visitar a Rute, certo?
— Vai lá.
Subo alguns degraus que me levam para o segundo andar e assim que adentro um corredor largo e comprido, me dirijo para a primeira porta. Contudo, ao abri-la fico estática bem no espaldar, presa a visão mais grotesca, que faz toda a minha estrutura vir ao chão.
— Pilar? — A voz estremecida de Rute ecoa dentro do cômodo, fazendo um estrondo agudo dentro dos meus ouvidos. Apavorado, Pedro sai imediatamente de cima dela e depois da cama. Ele veste sua cueca com pressa e desajeitado.
Ofego violentamente, olhando de um para o outro.
— Mas, que porra é essa?! — berro ensandecida.
Rute balbucia espantada.
Nervoso, Pedro morde a boca e leva uma mão a sua testa.
Encaro rudemente a minha amiga de infância.
— Você disse que estava doente! — rosno com tom acusador e dou alguns passos para dentro do quarto. — Disse que não podia viajar comigo porque estava sem sentindo mal.
Engulo o nó em minha garganta.
— Meu Deus, eu me senti uma péssima amiga ao ir para uma festa enquanto... você veio para a minha casa! Deitou-se na minha cama para trepar com o meu noivo?!
Indignada, altero a minha voz.
— O que foi? — Ouço as vozes das meninas atrás de mim, que resfolegam no mesmo instante. Contudo, parto para cima de Rute e começo a estapeá-la em cima da cama.
Ela grita desesperada e tenta se livrar do meu ataque.
— Pilar, para com isso! — Pedro exige, agarrando-me pela cintura. Contudo, me debato violentamente e seguro firme nos seus cabelos, puxando-os com força. — Que droga, Pilar, para com isso! — Ele ruge e me j**a de volta no colchão.
Furiosa, saio da cama e parto para cima dele outra vez.
— Seu traidor de merda! — berro e bato na sua cara várias vezes.
— Pilar, me desculpa! Por favor! Por favor, me desculpa! — Rute pede chorosa, em desespero.
Entretanto, isso só aumenta a minha raiva. Contudo, respiro fundo e os encaro furiosa.
— Eu quero que saiam da minha casa! — rosno entre dentes. — Os dois, saiam daqui! Saiam, agora!
O silêncio toma conta do cômodo.
— É que… esse apartamento é meu, Pilar. — Pedro fala baixo demais.
O encaro em um misto de fúria e de desespero, engolindo em seco.







