POV: HAPHEL
Seu peito vibrava em rosnados baixos, intensos, cada som reverberava contra mim, me deixando arrepiada da cabeça aos pés. Ele inclinou a cabeça de lado, avaliando cada mínima reação minha como se fosse um jogo. O olhar predatório, fixo, sem piscar, queimava com o dourado pulsante em suas íris.
Um sorriso de canto, lento e perigoso, surgiu em seus lábios finos, me fazendo prender a respiração.
— Ótimo, Raposinha... — A voz dele saiu rouca, grave, arrastada, como uma provocação que la