POV: SORAYA
A gargalhada saiu solta, quebrada, fora de controle. Eu já não sentia mais as feridas abertas, nem a prata queimando na carne. Não sentia minha fiel companheira. Não ouvia Mel. O vazio era completo. Assustadoramente completo.
— Com tudo o que eu fiz… — continuei, a voz rouca, pesada. — Com tanto sangue nas mãos, só existe um lugar para onde eu vou.
Mordi os lábios trêmulos, os olhos arderam, mas não deixei as lágrimas caírem. Ergui o queixo com orgulho e desafio, encarando aquele de