POV: SORAYA
— O que? — Minha voz saiu baixa e rouca, tremendo inteira quando senti o tamanho real dele na minha mão. Grosso, quente, pulsando tão forte que eu conseguia contar cada batida do coração dele pelos dedos. Minhas coxas se fecharam por reflexo ao redor das pernas dele, apertando, como se o corpo já tivesse decidido que não ia soltar nunca mais. — Do que eu não canso mesmo, demônio?
— De mentir para si mesma... — Samael respondeu com a voz grave, quase um rosnado preso nos dentes cerra