Anne Smith
O resto do dia no escritório foi um teste de resistência. Eu não conseguia olhar para a porta da minha sala sem sentir um frio na barriga, e cada vez que o telefone tocava, eu rezava para não ser o Matheus com mais alguma "provocação profissional".
Quando finalmente deu o horário de sair, eu voei para casa. Tomei um banho demorado, deixei a água quente levar o estresse do dia, mas não conseguia tirar as palavras dele da cabeça: “Na pista... eu quero ver quem vai estar no comando.”
— Ah, você quer ver, Arantes? Então você vai ver — murmurei para o espelho enquanto passava um batom vermelho fatal.
Escolhi uma saia preta justa e uma blusa de alcinha com um decote generoso, mas elegante. Eu precisava me sentir poderosa. Se ele achava que eu ia me encolher só porque ele me deixou sem fôlego na sala de reuniões, ele estava muito enganado.
A Queenz estava vibrando essa noite. O grave da música batia no peito e as luzes neon cortavam a penumbra, criando aquele clima de que qualque