Mason Carter
A porta da mansão Carter se fechou atrás de nós com o som oco de um caixão sendo lacrado. O ar da noite, frio e limpo de Nova York, atingiu meu rosto, limpando a podridão daquela sala de jantar. A humilhação, o cinismo de Peter, a dor de meu pai... tudo se transformou em uma raiva concentrada.
Eu estava furioso. Não por meu pai não nos aceitar, mas por ele não enxergar a verdade que estava bem na sua frente: Peter e suas artimanhas.
Entramos no carro. O silêncio era tenso, mas produtivo. Olhei para Max, depois para Sophie, sentada entre nós, nossa fortaleza.
— Ele não viu, não é? — perguntei, a voz seca. — Ele não viu a ameaça real à empresa. Ele só viu a manchete do tabloide e a "indecência" que Peter usou para me desmoralizar.
— O escândalo é a cortina de fumaça perfeita, Mason. — Max respondeu, o tom de voz sombrio. — Peter está confiando que Joseph vai estar muito ocupado com a sua moralidade para olhar para a contabilidade dele.
A clareza me atingiu com a força de um