Mason Carter
Estava a caminho da empresa, focado em revisar mentalmente a agenda que Sophie havia organizado, quando o tablet no painel acendeu. Era meu pai. Respirei fundo. Nossas últimas conversas eram campos de batalha.
Deslizei a tela para atender.
— Bom dia, pai. — o cumprimentei sem tirar os olhos da direção.
— Bom dia só se for para você que vive fazendo merda, não é mesmo? — Franzi o cenho, percebendo que ele estava alterado.
— O que eu fiz dessa vez, pai? — Ouvi-o dar uma gargalhada crua.
— É sempre assim, não é, Mason? Sempre se fazendo de desentendido.
— Desculpa, pai... Mas realmente não sei do que está falando.
— Não importa onde esteja, quero você aqui em casa o mais rápido possível. Precisamos conversar!
Soltei um longo suspiro. A adrenalina do trabalho sumiu, substituída pela tensão familiar.
Mais ou menos uns trinta minutos depois, parei em frente à mansão. Toco a campainha, sendo atendido pela governanta.
— Olá, senhor Carter. Seu pai o aguarda em seu escritório.
Eu