Mundo de ficçãoIniciar sessãoMeu pai atravessou a sala, e eu só conseguia pensar no quanto tudo aquilo parecia loucura. Eu nunca pedi para ser filha do chefe da máfia Mikazia e por causa disso, eu teria que me submeter a uma tarefa onde qualquer passo, poderia colocar tudo a perder. Teria que ajudar a sequestrar uma criança, filha de Matteo, chefe da máfia rival de papai. Tudo isso por conta de interesses maiores, tudo para proteger a família... O telefone soou, e eu me despertei dos meus pensamentos. Olhei para papai e ele atendeu o telefone rapidamente. — Fico feliz que tenha dado tudo certo Gabriel, amanhã ela estará lá.— papai disse suavemente ao telefone. Gabriel era o irmão de Matteo, chega a ser engraçado que o próprio irmão estivesse planejando o assassinato, pois tudo isso não passava disso, sequestrar a filha de Matteo, para ele vir até nós regatá-la, e assim nós o matarmos. Tudo para Gabriel assumir a família e as duas famílias se beneficiarem. Negócios... Isso não passa de negócios.
Ler mais— Arrumem as malas, partiremos esta noite. — Matteo disse ao entrar em casa.Seus empregados começaram a se movimentar ao ouvir as ordens, enquanto Matteo, comigo em seus braços, subia as escadas. Ele me levou até meu quarto e me colocou na cama, caminhando em seguida até a porta.— Matteo? — o chamei.Matteo parou e se virou para me olhar. Ele estava aflito, sua testa franzida e os punhos levemente cerrados.— Sim, Yhelena?Suspirei. Toda aquela informação havia apertado meu coração. E se algo acontecesse a Matteo? Ou até mesmo a Milena? Agora eles estavam em perigo por minha causa, especialmente Ângelo...— Me desculpa. — disse quase em um sussurro.Matteo ficou parado, me olhando, enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas.— Isso tudo é minha culpa. Eu não devia ter aceitado as ordens do meu pai, não devia ter ajudado a sequestrar sua filha e... não devia ter me apaixonado. — Fiz uma pausa, sentindo as lágri
Dias se passaram, e o médico me visitava todos os dias. Após a primeira semana, ele retirou a contenção do meu pescoço. Meu corpo ainda doía, e o ferimento da bala estava quase cicatrizado. Ângelo não apareceu desde o incidente com nossa família, o que me deixava preocupada. Matteo, no entanto, vinha ao meu quarto uma vez por dia. Ele parava na porta e me observava em silêncio, como se nossas almas conversassem sem precisar de palavras.— Yhelena? — alguém chamou.Olhei para frente e vi o meu médico.— Sim?— Você está pálida. Faz dias que não sai do quarto... — ele disse enquanto media minha pressão. — Precisa de sol.Olhei para as janelas que deixavam os raios da manhã entrarem no quarto.— Eu levo ela.Virei-me e vi Matteo na porta, de mãos dadas com Milena. Ela sorriu docemente e correu até mim.— Professora! — ela exclamou, me abraçando.Olhei para Matteo e retribuí o abraço da garotinha.
— Eu não acredito que você pôde viajar e deixar ela sozinha aqui, mesmo sabendo de tudo o que estava acontecendo com a nossa família! — Uma voz irrompeu, cortando o silêncio. — Eu não a deixei sozinha, ela estava cercada pelos meus homens — uma outra voz, mais intensa, ressoou no ar, fazendo meu corpo estremecer. — Então você precisa treinar mais os seus homens, porque eles estão se espelhando no homem covarde que é o chefe deles. Acordei de um pesadelo, olhando em volta. Matteo e Ângelo se encaravam, o olhar de Matteo carregado de sombras, enquanto Ângelo mantinha os punhos cerrados, como se estivesse prestes a explodir. O impulso de me levantar e ficar sentada na cama me dominou. Ao me ver, Ângelo correu até mim, seguido por Matteo, que soltou um suspiro aliviado. — Como você está, Yhelena? — Ângelo perguntou, a preocupação evidente em seu tom. Foi então que percebi o colar de
No dia seguinte, Matteo e Milena saíram cedo, e eu fiquei sozinha na enorme mansão, protegida pelos funcionários e capangas de Matteo. Admito que foi essencial para minha recuperação, embora eu tenha tido crises de pânico quase todas as vezes que me lembrei de papai.Dias se passaram desde que eles viajaram. Ângelo tinha me visitado algumas vezes, apenas o necessário para garantir que eu estava bem. Eu sabia que ele queria ficar comigo, mas estava tentando descobrir mais sobre as investigações do meu paradeiro. Para não levantar suspeitas, ele vinha poucas vezes. Matteo havia mandado um recado, dizendo que as coisas em Paris haviam se complicado e que ele precisaria ficar lá por mais tempo. Isso já fazia três semanas. Em geral, eu estava bem, apenas estranhamente enjoada e com dores de cabeça. O médico disse que era por causa do tiro que levei. Enquanto isso, eu esperava ansiosamente pela volta de Matteo.Caminhei pelo quarto e me sentei na cama. De repente, a port





Último capítulo