Diziam que era noite de celebração.
Lá fora, as mulheres do clã giravam ao redor da fogueira. O som dos tambores marcava o ritmo, enquanto liras e flautas se misturavam às vozes. Riam alto. Bebiam. Chamavam umas às outras, alegrando-se da forma mais simples.
Era bonito de se ver.
Para quem via de fora.
No segundo andar, afastada de tudo aquilo, Alarë não partilhava do mesmo entusiasmo.
Estava sentada, sozinha e inquieta.
As mãos frias repousavam sobre o colo, trêmulas demais para qu