Alarë rezou com toda a fé possível para que os deuses, pela primeira vez em muito tempo, ignorassem completamente seus deveres e deixassem a neve cair para sempre.
Infelizmente, os deuses pareciam determinados a contrariá-la.
Os meses haviam passado depressa demais.
Dias que antes pareciam longos transformaram-se em lembranças que escapavam por entre os dedos como água. Entre refeições compartilhadas, conversas junto à lareira, caminhadas curtas pela neve e noites apaixonadas na cabana,