O relógio digital na mesinha marcava 02h14 quando Rafael desistiu, pela terceira vez, de tentar dormir.
Virou de lado.
Olhou o teto escuro.
Inspirou fundo, como se o ar pudesse preencher o vazio que o lobo insistia em escancarar dentro do peito.
Desde que Liandra tinha ido embora, dormir era um verbo educado demais para o que ele fazia.
No máximo, o corpo desligava por minutos.
A mente, nunca.
Levantou, passou a mão pelo rosto, sentiu a barba áspera sob os dedos. O apartamento em