Alexei dirigia em silêncio, a mão esquerda firme no volante, enquanto a direita descansava sobre a própria perna, inquieta, como se estivesse sendo contida à força. Carla, no banco do passageiro, mantinha os braços cruzados, a postura reta, o olhar perdido pela janela.
Mas ela não estava alheia. Sentia tudo.
O silêncio entre eles não era desconfortável — era denso, cheio de coisas não ditas, cheio de vontades engolidas por orgulho, medo, ou talvez por uma racionalidade que ela mesma já começava