Narrado por Alex
Após me despedir de Salvatore e despachar todos os meus homens com ordens específicas, voltei imediatamente para o quarto. Sabia que Luna devia estar com muita raiva.
E não deu outra.
Quando abri a porta, ela veio em minha direção e começou a bater no meu peito com as duas mãos — pareciam as asas de uma bela borboleta, e aquilo me afetou de uma forma instantânea. Adorava vê-la assim. Total Luna. Totalmente selvagem.
— Seu idiota! Quem você pensa que eu sou para me manter presa igual a um dos seus prisioneiros? — cuspiu, os olhos faiscando.
Nunca fui de recuar.
Sorri de forma provocativa e sarcástica.
— Mai come una farfalla selvaggia, piccola mia. (Nunca, pequena borboleta selvagem).
Ela me odiou ainda mais.
— Como você é idiota! Sabe que isso não vai dar certo, não sabe? Alex, você não poderá me manter presa para sempre!
— Luna, não me provoque. Se faço isso, faço pelo seu próprio bem. E não, não pretendo mantê-la presa para sempre — acalmei a voz, tentando chegar a