Narrado por Alex
Ao sair do banheiro, encontrei-a exatamente como a deixei: envolta nos lençóis de seda, meu pequeno tormento adormecido. Cobri-a com cuidado, observando a suavidade de seu rosto em repouso.
“Preciso de você, minha pequena, de uma forma que você nem faz ideia”, pensei.
O desejo sendo contido a força pela razão. Para tentar esquecer um pouco aquele perfume tentador que somente ela possuía, limitei-me a beijar seu rosto e seu cabelo com uma suavidade que me custou um esforço hercúleo.
Saí do quarto. Porém não voltei para a festa – o barulho e as risadas pareciam vulgares e vazias depois do espetáculo que ela me proporcionara. Em vez disso, fui para o escritório. Precisava dar uma olhada nas contas, organizar o que Alan havia desorganizado, colocar tudo em ordem. Só o trabalho, meticuloso e exigente, poderia tirar Luna da minha cabeça e acalmar o fogo que ela acendera em mim.
Sabia que organizar as finanças naquele momento seria uma tarefa enorme. O desgraçado causara um