Aneliese Moore
O salão era um espetáculo por si só — um templo erguido à beleza, ao luxo e à precisão de cada detalhe.
As altas colunas de mármore branco sustentavam o teto abobadado, que parecia ter sido pincelado com o brilho líquido do ouro. Lustres de cristal pendiam lá do alto, refletindo a luz em mil fragmentos que dançavam nas paredes, nas taças, nos olhos de quem se deixava encantar. O som distante de um quarteto de cordas preenchia o ar, leve e refinado, como se a música flutuasse sob