Passei o dedo pela aba do envelope branco sobre a minha mesa, sentindo o leve relevo do “Margo & Mathew” escrito em caneta azul. Tinha acabado de acalmar a senhorita Katie na copa — a confissão dela ainda soando no fundo da cabeça — e voltei para encarar mais uma pilha de relatórios sem alma que o Misa insiste em me enviar. Antes que eu puxasse o conteúdo do envelope, bateram na porta. Ela se abriu sem cerimônia, revelando a figura impecável do senhor Patinks.
Ele enchia a moldura: terno escuro