Acordo com o estômago roncando — de fome, não de dor. Aleluia. O remédio finalmente fez efeito. Estico o braço na cama e sinto o lado do Matt frio, vazio. Ele já levantou. Ergo o celular: estou absurdamente atrasada.
Corro pro banheiro, faço o básico em tempo recorde e, de volta ao quarto, bagunço o closet sem dó até pescar um tubinho azul-claro, decote em V. Salto preto, cabelo preso às pressas, perfume atrás da orelha.
Na cozinha, o silêncio. Nada de Matt. Apenas um bilhete dobrado ao lado da