A música estava alta demais, vibrando no peito como se quisesse expulsar qualquer pensamento racional. As luzes do pub piscavam em tons quentes e frios, misturando rostos, risadas e copos erguidos num borrão quase hipnótico. Por alguns segundos, mal consegui distinguir quem se aproximava de mim. Franzi o cenho, incomodada, até que a figura se destacou do caos: esguia, cabelos cacheados castanhos caindo de forma despretensiosa sobre os ombros, um sorriso aberto demais para ser casual.
Havia algo