Fui recebê-la na sala. A moça sorria para a Leia com timidez educada. Era mais nova do que eu imaginara; baixa, pele morena, cabelos pretos presos num rabo, olhos muito claros que não se impunham — observavam. Vestia roupa simples, surradinha; minhas amigas fariam comentários de moda, eu fiz de humanidade.
— Essa é a dona Margo — a Leia apresentou, com formalidade que me arrancou um riso.
— Olá — disse a Abigail, num português de quem aprendeu ouvindo.
— Oi, Abigail, bem-vinda. — Senti simpatia