Na sala de jantar, meu prato me espera: purê sem sal, um filezinho grelhado quase sem graça e legumes cozidos em ponto de hospital. No centro, uma travessa de churrasco cheiroso e uma lasanha que poderia ter saído da cozinha da dona Valentina. Só de olhar, o estômago reclama. A náusea vem como uma onda, súbita. Levo a mão à boca e corro.
— Tá tudo bem, filha? — Meu pai me encontra na porta do banheiro. Apoio uma mão na parede de azulejo e a outra no vaso. O gosto é ácido, o olho lacrimeja sozin