Melinda
Empurro as roupas amassadas dentro da mochila com mãos que tremem mais por adrenalina do que por frio. As poucas fotos que tenho do meu avô e de mim, sorrindo em um verão que parece ter sido em outra vida, enrolo com cuidado e coloco em uma caixa pequena. Coloco os jogos de tabuleiro por cima, tentando salvar também os pedaços da minha infância. Cabe tudo ali, e é tão pouco.
Sento-me por um segundo no chão frio do quarto e respiro fundo. Uma parte de mim quer chorar de alívio por Dam