Capítulo 32

Damon

A dor no ombro pulsa como uma marreta enterrada na carne. Não é nada que eu não aguente, mas o fato de alguns canalhas na televisão estarem dizendo que eu “perdi o controle” me deixa com mais raiva do que a própria dor. Perdi o controle? Eu? Eles não fazem ideia do que seria perder o controle de verdade.

E para piorar, Ernesto aparece cedo, como se fosse meu despertador humano, para encher meu saco. Nem me deixa saborear o café em paz, simplesmente começa a falar sobre a fisioterapeuta
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