Ele não recuou. Apenas ficou lá, parado, imponente, a altura dele me fazendo sentir pequena, mas ao mesmo tempo me dando uma vontade insana de subir nele ou derrubá-lo. Seus olhos estavam escuros agora, metade âmbar, metade azul profundo, cheios de conflitos que ele não deixava transparecer na voz.
— Você não sabe nada sobre mim! — rosnei, sentindo a raiva crescer, lembrando do meu pai, da minha mãe, de Otto, da morte, da dor que a família dele causou.
“Você não sabe que eu odeio tudo o que