ADELINE
O silêncio permanecia entre nós.
Mas já não era desconfortável.
Era denso, carregado de tudo o que não tínhamos dito em anos.
Brincava com as mãos sobre o colo.
Lucien continuava diante de mim, com a testa ainda encostada na minha, como se precisasse da minha proximidade para conseguir respirar.
—Lucien… —sussurrei, quase sem voz.
Ele levantou o olhar.
E então, finalmente, eu falei.
Se não dissesse o que sentia agora, nunca diria.
Respirei fundo e juntei coragem.
—Senti sua falta —disse