CAPÍTULO NOVENTA E QUATRO — QUE COISA DOENTIA.
ELISA RIVER.
Meu grito ecoou pela sala. Mel reclamou e começou a chorar.
A caixa caiu longe, deslizando pelo tapete, e o conteúdo se espalhou parcialmente. Meu estômago revirou na mesma hora. Levei a mão à boca, sentindo um enjoo violento subir pela garganta.
Na caixa havia um rato morto. Decapitado. Que mente doentia me mandaria uma coisa daquelas?
O corpinho estava rígido, o sangue seco manchava o fundo da caixa, e a cabeça havia sido colocada ao lado, como um troféu macabro. O cheiro era for