CAPÍTULO CENTO E DEZOITO — ESTRANHOS.
VICTOR BALTIMOR.
Acordar já foi ruim. Mas perceber que minha própria vida não fazia sentido foi ainda pior.
Minha cabeça latejava, pesada, como se alguém estivesse martelando por dentro. Cada som parecia alto demais, cada luz, agressiva demais. Eu estava em um hospital. O cheiro característico e os aparelhos apitando ao meu redor me incomodavam profundamente. Eu não fazia ideia do porquê estava ali. O que havia acontecido comigo?
O médico e a enfermeira se recusaram a me contar qualquer coisa.