Dias se passaram desde o incidente, e Angela finalmente estava em casa e recuperando bem.
A tensão era palpável no ar. Nikolai chegou pouco depois, trazendo consigo uma caixa de bombons, um gesto que, para mim, soou irônico. Eu mesma a vi, mais cedo, despejar um bombom idêntico no lixo, o invólucro brilhante reluzindo sob a luz fraca da cozinha. O silêncio na casa era ensurdecedor, quebrado apenas pelo tique-taque insistente do relógio na sala. Ninguém se dirigia a palavra ao outro; a raiva