Capítulo 12 — O alfinete
Narrador:
Tony deitou-se, mas não conseguiu dormir.
O corpo estava cansado, sim. O treino do dia, a adrenalina, a longa noite. Mas a cabeça não lhe dava trégua. Ficou olhando para o teto, com um braço sob a nuca, ouvindo o silêncio da casa como se fosse um inimigo.
A imagem voltava repetidamente: o pingente, a forma, a coincidência impossível.
Ele sabia o que era, não tinha dúvidas. E também sabia o que deveria ter feito.
Se fosse outra pessoa. Se fosse outra mulher. Não