Capítulo 3 — Eu não sou sua propriedadeNarrador:A mansão de Antonio não era uma casa. Era um território, uma fortaleza.Ao atravessar a cerca, Camila sentiu que o mundo mudava de temperatura. Não era apenas luxo. Não era apenas poder, era controle. Tudo estava ordenado, calculado, vigiado. Nada ali parecia casual.Quando o carro parou, dois homens se aproximaram. Não falaram, não perguntaram nada. Apenas abriram a porta como se a estivessem recebendo em um lugar ao qual ela supostamente pertencia. Mas ela não pertencia e não queria pertencer.Antonio desceu primeiro. Em seguida, estendeu a mão para ela. Camila hesitou por um momento, mas não a aceitou. Desceu sozinha, por orgulho, por dignidade.Para lembrar a si mesma que ainda tinha o direito de decidir pequenos gestos, mesmo que o resto parecesse escapar.Entraram em silêncio. O interior era amplo, elegante, frio. Nenhuma foto de família, nenhum sinal de “lar”. Aquele lugar foi feito para ser habitado, não para ser vivido.Camila
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