Capítulo 119 — O canto onde ninguém ouve
Narrador:
Tony fechou o zíper da mochila como se estivesse selando um pacto.
Não era a mochila do baú. Aquela estava trancada, guardada em um cofre que parecia feito para resistir ao fim do mundo. Esta era outra: discreta, leve, com o essencial para se mover rapidamente. Gaze, analgésicos, um par de bandagens, um carregador, um celular reserva, uma lanterna pequena e o tipo de coisa que ninguém leva se acredita que amanhã será um dia normal.
E amanhã não