O galpão permaneceu em silêncio.
A fumaça da explosão ainda pairava no ar.
Luna sentia o gosto de poeira e sangue na boca.
Seu corpo doía.
Mas nenhuma dor era maior do que o medo de perder a mãe.
Ela olhou ao redor.
O lugar estava destruído.
Caixas espalhadas.
Vigas de aço retorcidas.
Vidros quebrados.
— Mãe! — gritou.
Sua voz ecoou pelo enorme galpão.
Nenhuma resposta.
Então ouviu um gemido.
Ela correu na direção do som.
Helena estava caída atrás de uma coluna de concreto.
As cordas haviam sid