O piso de madeira rangeu sob meus pés descalços enquanto meus dedos formigavam para que eu puxasse o pano que cobria o cavalete. Estendi a mão, hesitante, não sabendo o que iria encontrar embaixo dele, então o puxei deixando que o tecido caísse no chão.
Meu fôlego parou quando dei de cara com a minha imagem na tela. Ainda era um quadro inacabado, mas podia me ver claramente ali. Meu rosto pintado com traços delicados, os olhos capturando uma expressão de vulnerabilidade e força que eu nem sabia