O primeiro contato não veio como denúncia.
Veio como hesitação.
O e-mail era simples demais para carregar o peso que trazia. Poucas linhas, escritas em um inglês irregular, quase tímido:
“Sou filha de um ex-funcionário de uma planta química desativada. Disseram que seu caso se parece com o nosso. Não sei se a senhora pode nos ouvir.”
Lívia leu duas vezes.
Depois uma terceira.
O coração acelerou de um jeito diferente — não de medo, mas de reconhecimento.
— Eles começaram a chegar — disse, entreg