A primeira ligação chegou às seis e quarenta da manhã.
Lívia ainda estava de olhos fechados quando o celular vibrou sobre o criado-mudo. Não era imprensa. Não era conselho. Não era ninguém que costumava acordá-la naquele horário.
Ela atendeu.
— Senhora Lívia Azevedo? — a voz do outro lado era masculina, neutra demais para ser casual. — Aqui é Paulo Serrano, da Comissão de Fiscalização Econômica.
O corpo dela despertou inteiro.
— Sim.
— Estou ligando para informá-la de que foi instaurado um proc