Capítulo 43 – O Despertar
Primeiro vieram os sons. Não eram claros, pareciam vir de muito longe, como se estivessem atravessando camadas e camadas de água grossa e fria, que dificultava ouvir qualquer coisa direito. Um som ritmado, constante, que ela não conseguia identificar de início: bip… bip… bip… Depois vozes baixas, abafadas, palavras soltas que ela tentava juntar na cabeça mas que escorregavam como areia entre os dedos. “Pressão arterial… ainda estável… os batimentos dos fetos continuam…