NIKOLAI VOLKOV
Horas depois — ou talvez apenas minutos, não sei — Angeline já estava sentada na cama, com cor suficiente no rosto para me convencer a não matar ninguém. O médico confirmou que ela estava bem, que o mal-estar era comum no início da gravidez, mas que precisava de repouso.
Ela, porém, insistiu.
— Preciso descer — disse, seus dedos entrelaçados nos meus. — A encenação, Nikolai. Eles não podem desconfiar de nada.
— Dane-se a encenação — rosnei. — Você vai ficar aqui.
— Não — ela dis