Lucien Bellamy
Já se passaram alguns dias desde o casamento. Quase uma semana inteira.
É estranho admitir isso, mesmo que só para mim, mas as coisas estão… estáveis.
Eu trabalho demais, como sempre. Saio cedo, volto tarde, e na maior parte dos dias só vejo Elisie à noite. Às vezes ela já está no quarto, outras vezes ainda anda pela casa. Sempre silenciosa, sempre ocupada com algo pequeno, quase invisível. Costura, lê, organiza, aprende a mansão como quem pisa em território desconhecido com cautela. Não invade, não exige, não provoca. Apenas existe.
E isso, para mim, é suficiente. Por enquanto.
Gosto de silêncio e controle. Gosto mais ainda quem entende de espaço.
Tenho olhos em todos os lugares. Não confio em silêncio que não seja meu, nem em comportamento que não seja observado. Meus homens me trazem relatórios do que acontece dentro da minha própria casa. Discretos, objetivos, sem drama. E todos dizem a mesma coisa: Elisie é calma. Educada. Respeitosa. Sai pouco. Não cria vínculos pe