Durante a noite...
Depois do segundo beijo, nenhum dos dois sentiu vontade de sair dali.
Jean não sugeriu outro lugar. Não houve pressa, nem mudança de cenário. Era como se aquele espaço — silencioso, fechado ao mundo, iluminado apenas por luz baixa e pelo reflexo do vidro — tivesse sido criado exatamente para aquele instante.
Ele passou o braço ao redor da cintura de Sophie e a puxou para perto, encostando a testa na dela.
— Fique — disse apenas.
E ela ficou.
A adega parecia ainda mais silenciosa agora, como se o tempo tivesse se recolhido por respeito. Jean serviu mais vinho, mas logo as taças foram esquecidas sobre a mesa. Sophie sentou-se no sofá de couro escuro encostado à parede de pedra, e Jean ajoelhou-se diante dela por um instante, apenas para observar seu rosto, como quem grava uma imagem que não quer perder.
— Você tem noção do efeito que causa? — ele perguntou, a voz baixa, quase contida.
Sophie respirou fundo.
— Não… e talvez seja melhor assim.
O sorriso dele foi lento, carregado de intenç