O QUE NÃO SE DIZ
A madrugada parecia suspensa no tempo.
Helena permanecia sentada no banco do carro de vigilância, os olhos atentos aos monitores, mas a mente inquieta.
As imagens das câmeras se revezavam em silêncio:
Portões, corredores, ruas vazias, sombras inofensivas.
Tudo sob controle.
Tudo aparentemente seguro.
E ainda assim, o corpo dela se mantinha em alerta máximo.
Desde o ataque indireto, algo havia mudado. Não nos protocolos, esses estavam mais rígidos do que nunca, mas dentro d