Eu não voltei imediatamente.
Caminhei pelo jardim até perder a noção do tempo, tentando organizar o que tinha sido dito, o que tinha sido sentido e o que tinha sido quebrado. A briga ainda vibrava dentro de mim, como se as palavras continuassem ecoando nas paredes da casa.
Talvez eu realmente devesse ir embora.
Talvez amar alguém que vive em guerra constante fosse impossível sem virar alvo.
Meu celular vibrou.
Número desconhecido.
Ignorei.
Vibrou novamente.
E outra vez.
Respirei fundo e atendi.