Capítulo 51

Eu descobri pela televisão.

Não foi Henrico quem contou.

Não foi um funcionário cochichando nos corredores.

Não foi um e-mail misterioso ou uma ligação anônima.

Foi a imagem.

O rosto dela.

Vivo.

Eu estava na sala menor, aquela onde Aurora costumava desenhar, com a televisão ligada apenas para preencher o silêncio. Não prestava atenção de verdade. Era um daqueles fins de tarde em que o cansaço se acumula sem barulho, quando o corpo está presente, mas a mente vagueia.

Até que ouvi o nome.

O sobre
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