Eu descobri pela televisão.
Não foi Henrico quem contou.
Não foi um funcionário cochichando nos corredores.
Não foi um e-mail misterioso ou uma ligação anônima.
Foi a imagem.
O rosto dela.
Vivo.
Eu estava na sala menor, aquela onde Aurora costumava desenhar, com a televisão ligada apenas para preencher o silêncio. Não prestava atenção de verdade. Era um daqueles fins de tarde em que o cansaço se acumula sem barulho, quando o corpo está presente, mas a mente vagueia.
Até que ouvi o nome.
O sobre