Mundo de ficçãoIniciar sessãoA proposta veio depois.
Não no calor do momento.
Não na frente de Aurora.
Não como impulso.
Veio quando a casa já tinha voltado ao seu silêncio habitual, quando Aurora dormia profundamente e quando a mala ainda estava aberta no meu quarto, como uma ameaça silenciosa de que eu poderia partir a qualquer instante.
Henrico bateu à porta.
Uma vez.
Esperei.
Bateu de novo.
— Pode entrar — eu disse.
Ele entrou devagar, fechando a porta







