Mundo ficciónIniciar sesiónA conversa não tinha nada de especial. Não começou com intenção, nem com curiosidade, nem com qualquer coisa que pudesse ser interpretada como excesso. Aconteceu porque eu precisava saber onde estavam os materiais de pintura que Aurora usava, e o funcionário era a única pessoa por perto naquele momento.
Foi só isso.
Mas naquela casa, nada era só isso.
Eu estava no corredor próximo à ala de serviço, um espaço mais estreito, menos iluminado, longe das câmeras mais visíveis. O funcionário empurrava um carrinho com caixas organizadas por cores, etiquetas pequenas coladas com precisão exagerada. Ele parecia jovem demais para trabalhar ali há muito temp







