Mundo de ficçãoIniciar sessãoEu demorei a entender que o medo não vinha de algo que Henrico dizia. Vinha do que ele não dizia. Do que se organizava no silêncio, nas pausas longas demais, nos olhares que duravam além do necessário. O controle dele não era barulhento. Não era agressivo. Era preciso. Calculado. Invisível para quem não estivesse dentro do alcance.
E eu estava.
Tudo começou de novo com algo banal. Pequeno. Ridiculamente simples.
Aurora precisava de uma folha maior para um desenho específico. Nada além disso. Fui até a sala de materiais acompanhada por uma funcionária que eu ainda não conhecia direito. Ela caminhava rápido, cabeça baixa, como se cada passo precisasse ser







