Mundo ficciónIniciar sesiónAlana é uma jovem adolescente que vive em um orfanato no interior do país, que repentinamente vira sua vida de cabeça para baixo ao descobrir que é neta de um rico produtor de vinho. Porém, ela logo percebe que seu “resgate” digno dos contos de fadas não seria tão feliz quanto ela ingenuamente acreditava, precisando amadurecer muito rapidamente para poder lidar com a inveja de sua prima - até então o único herdeiro - e nos no decorrer da narrativa, você vai encontrar o amor, vai conhecer pessoas diferentes, aprendendo ainda mais com as suas feridas interiores.
Leer másA culpa estava consumindo os pensamentos de Mona. Quanto mais tempo passava, mais se sentia uma traidora por guardar aquele segredo de Matteo. A verdade era que não sabia como contar sobre aquilo, e também se via sem ter com quem conversar sobre aquilo. Até pensou na tia, mas ficou com vergonha. “Isso também conta como traição?” Ela se questionava perdida em seus próprios pensamentos. Contudo, foi tirada de seus devaneios ao sentir algo gelado tocando sua bochecha, balançou a cabeça contrariada e então encarou a amiga. – Você me chamou para conversar sobre algo, mas fica pensando ai sozinha… – Mariana murmurou enquanto tentava enfiar o canudo na tampa do milk shaike. – ‘Tô’ te chamando há um tempão. – Oh… desculpe… – Mona pediu sincera e suspirou encarando o copo gelado à frente. – Acho que cometi um grande erro, Mariana. – O que aconteceu? A amiga perguntou puxando um pouco do líquido adocicado, não parecia ter entendido ainda a gravidade da situação. – Eu… hum… – Mona murmur
Segunda-feira e era preciso retornar às suas responsabilidades. Mona acordou no susto com o despertador de seu celular tocando, esticou o braço, tateando o aparador, e quando o encontrou, percebeu que ainda era o primeiro, das 6h. Sentou-se na cama meio atordoada pelo sono, notou que seu namorado não estava mais ao seu lado e se perguntou para onde ele teria ido tão cedo. Bocejando, entrou no banheiro e enquanto escovava os dentes, ouviu passos dentro do quarto, era Matteo que havia acabado de chegar. Recostada à pia e com a porta aberta, podia vê-lo tirando suas roupas de corrida pronto para entrar na ducha. Riu ao vê-lo se aproximando, tão distraído com os fones de ouvido que nem percebeu sua presença. Foi só quando seus olhos se encontraram que ele parou. – Eita! Desculpe… – Murmurou parecendo envergonhado, já girando nos calcanhares para fugir dali. – A porta estava aberta então, não pensei que você estaria aqui dentro… Mona acabou rindo. Não tinham aquele nível de intimid
Era um fim de tarde de sábado quando Mona viu, enfim, seu amado namorado descendo do ônibus junto a outros rapazes também vestidos com uniformes do exército. Sorriu para a sogra que parecia tão ansiosa quanto ela e então, ambas seguiram para cumprimentá-lo.– Por favor, não se inscreva no serviço militar nunca mais, sua mãe quase entrou em depressão! Edgar, o padrasto, comentou se aproximando, sorriu para o enteado, e deu uns tapinhas em seu ombro. – Bem vindo de volta, filho!Matteo balançou a cabeça concordando, a essa altura estava sendo quase esmagado pela mãe e a namorada. Então, seus olhos logo recaíram sobre o irmão que parecia esperar um momento para se encaixar ali, ergueu o braço e sorriu bagunçando seus cabelos ruivos. – Cadê teu crush? Perguntou em tom de brincadeira.Michel ao ouvir aquelas palavras, ficou com o rosto todo vermelho, mas respondeu entre gaguejos algo como: “está trabalhando”. A moça havia entendido um pouco mais sobre aquela família com o tempo. Matteo e
ATENÇÃO!! Querido(a) leitor(a), esse capítulo contém descrições gráficas de violência doméstica, por favor, siga com precaução. Matteo, aos três anos, havia presenciado a pior briga entre os dois. Naquela noite, havia acordado assustado com o barulho de vidro se quebrando, e ao chegar à luxuosa sala de estar, encontrou a mãe caída no chão, sangrando. Suas lembranças eram bagunçadas, por causa do trauma, mas lembrava de gritar, chamando-a, se aproximando, sem saber o que fazer Estava muito escuro e não conseguia ver tudo corretamente. – M-mamãe... – Ele balbuciou com uma voz trêmula, os olhos arregalados enquanto mirava a cena à sua frente, seu minúsculo corpo encolheu-se e recuou alguns passos para trás. – Saia cof cof... Saia daqui... – Ela murmurou com dificuldade, quase em um sussurro estrangulado e olhou em volta temendo que o homem responsável por seu sofrimento retornasse. – O- o que está acontecendo? A criança tornou a perguntar, tomou coragem e se aproximou desviando dos





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