POV Alessandro/Tristan
O ar noturno me atingiu como um aviso no instante em que atravessei a porta da igreja.
Roma nunca dormia de verdade — apenas fingia. O cheiro de pedra antiga misturado ao combustível moderno, o murmúrio distante de vozes, passos que não ecoavam por acaso. Meus sentidos já estavam atentos antes mesmo do primeiro movimento errado.
Despina não era o perigo.
O que vinha depois dela, sim.
Desci os degraus da igreja com passos calmos demais para quem carregava uma tempestade sob a pele. Ajustei o paletó, gesto automático do homem que o mundo via como Alessandro Moretti. Mas por dentro, algo antigo já se retesava, rosnando.
O primeiro ataque veio pelas costas.
Não ouvi passos — vampiros experientes sabiam flutuar entre sons —, mas senti o deslocamento do ar. Girei o corpo no último segundo, e a lâmina passou a centímetros do meu flanco.
Prata.
O brilho frio denunciou a intenção antes mesmo do impacto.
— Agora — sibilou uma voz.
Eles surgiram das sombras como