POV Alessandro/Tristan
Dias se passaram desde o primeiro despertar de Yara, e o mundo respondeu.
Sempre respondia.
Eu sentia nos ossos — aquela pressão antiga que só surge quando forças velhas começam a se mover. Vampiros mais inquietos. Bruxas observando demais. Lycans sonhando com batalhas que ainda não aconteceram. Quando o equilíbrio treme, não há silêncio suficiente para abafá-lo.
Foi por isso que fui até ela.
O lugar não constava em mapas. Uma antiga igreja desacralizada, engolida por reformas modernas, escondida entre prédios residenciais. Despina sempre gostou de ironias. Fé abandonada era um dos seus cenários favoritos.
Ela me esperava sentada em um banco de madeira gasto, pernas cruzadas, parecendo ter pouco mais de vinte anos. Cabelos escuros, pele impecável, olhos que não combinavam com o corpo jovem — fundos demais, antigos demais.
Alma velha.
— Rei Tristan — disse, sem se levantar. — Ou prefere Alessandro hoje?
— Poupe-me — respondi, a voz dura. — Você sabe por