Saímos do café sem chamar atenção.
Tristan pagou a conta, fez um gesto breve ao garçom e caminhou ao meu lado como se fôssemos apenas duas pessoas comuns numa manhã romana. Ainda assim, tudo em mim vibrava. O mundo parecia ligeiramente deslocado, como se eu tivesse mudado a frequência — ou ele.
— Para onde vamos? — perguntei, quebrando o silêncio.
— Para um lugar onde o passado não se ofende com perguntas — respondeu. — E o presente não escuta demais.
Caminhamos por ruas cada vez mais estre