POV YARA
O elevador parecia subir mais devagar naquela noite.
Cada andar anunciado soava como um lembrete cruel, um degrau a menos em algo que eu não compreendia direito, mas sentia com o corpo inteiro. Apoiei-me no corrimão, os dedos frios, a mente presa nas palavras da jovem no hall.
Trinta e quatro.
O número se repetia com uma insistência quase física. Não como ameaça — como constatação. Cheguei ao meu andar com o coração ainda acelerado demais e caminhei até o quarto em piloto automático.